quinta-feira, 12 de abril de 2012

Os livros de Augusto Cury : "Análise da Inteligência de Cristo", uma ótima coleção, se tiverem oportunidade de ler, creio que será gratificante e edificante.

*ELE dividiu a história da humanidade
.Agora a  psicologia analisa a sua intrigante inteligência...*

Este livro,de autoria de Augusto Jorge Cury,me intrigou profundamente.Algo em mim se modificou,depois que o li.
Postarei aqui alguns trechos dele e se eu me alongar nos escritos,peço-lhes que me perdõem...é devido a minha empolgação.

Quem foi Jesus Cristo?Este livro que pretende realizar uma análise psicológica da inteligência de Cristo,não pode responder plenamente quem ele foi.Tal pergunta entra na escala da fé,uma esfera 
que ultrapassa os limites da investigação científica,que transcende a ciência da interpretação.A ciência se cala quando a fé se inicia.A fé transcende a lógica,é uma convicção em que há ausência de dúvida.A ciência sobrevive da dúvida.Quanto maior for a dúvida,maior poderá ser a dimensão da resposta.Sem a arte da dúvida,a ciência não tem como sobreviver e expandir a sua produção de conhecimento.

Cristo discorria da fé.Falava da necessidade de crer sem duvidar,de uma crença plena,completa,sem insegurança."Falava da fé como misterioso processo de interiorização,como uma trajetória de vida clandestina.Discorria sobre a fé como um viver que transcende o mundo material,que extrapola o sistema sensorial e que cria raízes no âmago do espírito humano."

Para ELE,primeiro deveria se exercer a capacidade de pensar e refletir antes de crer,depois vinha o crer sem duvidar.

Um dos maiores problemas enfrentados por Cristo era o cárcere intelectual em que as pessoas viviam,ou seja,a rigidez intelectual com que elas pensavam e compreendiam a si mesmas e ao mundo que as envolviam.

Por isso,apesar de falar da fé como ausência de dúvida,ele também era um mestre sofisticado no uso da arte da dúvida.Ele a usava para abrir as janelas da inteligência das pessoas que o circundavam.

Ao investigarmos a SUA inteligência,talvez possamos responder algumas dessas importantes perguntas:Cristo sempre expressava com elegância e coerência a sua inteligência nas várias situações tensas e angustiantes que vivia?
Teria ele dividido a história da humanidade se não tivesse realizado nenhum ato sobrenatural?Por que suas palavras permanecem vivas até hoje,mexendo com centenas de milhões de pessoas de todas as línguas e todos os níveis sociais,econômicos e culturais?
Por que homens que nunca o virame nunca o tocaram disseram espantosamente,ao longo da história,que não apenas creram nele,mas que também o amaram,dentre os quais se incluem diversos pensadores,filósofos,cientistas?

Aqueles que se dizem ateus têm como assuntos preferidos falar sobre Deus ou da idéia da negação de Sua existência.Todo ser humano,não importa quem seja,ateu ou não,gosta de ter Deus na pauta das suas mais importantes idéias.A maioria dos ateus realmente não acreditava em Deus?Não.A maioria dos ateus fundamentou seu ateísmo não em um corpo de idéias profundo sobre a existência ou não de Deus.Seu ateísmo era resultado da indignação contra as injustiças,incoerências e discriminações sociopolíticas cometidas pela religiosidade reinante em determinada época.
Quando todos pensavam que Voltaire,o afiado pensador do iluminismo francês,fosse um ateu,ele proclamava no final de sua vida:"Morro adorando a Deus,amando os meus amigos,não detestando meus inimigos,mas detestando a superstição.

Este livro não defende uma religião.Sua meta é fazer uma investigação psicológica da personalidade de Cristo.Porém,os sofisticados princípios intelectuais da inteligência dele poderão contribuir para abrir as janelas da inteligência das pessoas de qualquer religião,mesmo das não-cristãs.Tais princípios são tão complexos que até os ateus mais céticos poderão enriquecer sua capacidade de pensar diante deles.
A psicologia,a educação,a sociologia,a área de recursos humanos e outras ciências perderam muito por não ter investigado a inteligência de Cristo e aplicado suas características fundamentais.

Cristo tinha plena consciência do que fazia.Tinha metas e prioridades bem estabelecidas.Era seguro e determinado,ao mesmo tempo flexível,extremamente atencioso e educado.Tinha grande paciência para educar,mas não era um mestre passivo,e sim provocador.Ele despertava a sede de conhecimento nos seus íntimos.Informava pouco,porém educava muito.Era econômico no falar,dizendo muito com poucas palavras.Era ousadíssimo em expressar seus pensamentos,embora vivesse numa época em que imperava o autoritarismo.

A ciência desenvolveu-se intensamente,todavia frustou o homem.Conduziu o homem a conhecer o imenso espaço e o pequeno átomo,mas não o conduziu a explorar seu próprio mundo interior.

O homem do final do século xx se sentiu traído pela ciência e o do terceiro milênio se sente hoje frustrado,perdido,confuso,sem âncora intelectual para se ancorar.

Outra atitude tímida e omissa que a ciência cometeu ao longo dos séculos está ligada à investigação de Cristo.A ciência o considerou complexo demais.Sim,ele o é,mas ela foi tímida em pesquisar a inteligência dele.Será que aquele que dividiu a história da humanidade não merecia ser mais bem investigado?

A omissão e a timidez da ciência fizeram com que Cristo fosse banido das discussões acadêmicas,não sendo estudado ou investigado nas salas de aulas.




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